TRF1 – Digitalização: O Meio Ambiente Digital

Em 2019 sabia-se que o projeto de Digitalização do Acervo Judicial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), hoje Transformação Digital do TRF1, traria diversos resultados positivos para a Corte, entre eles a diminuição do consumo de papel e suprimentos de impressão, que impacta diretamente no Plano de Logística Sustentável (PLS). Dois anos depois e a proximidade de conclusão do projeto trazem a constatação desses fatos, que, mesmo previsíveis, foram surpreendentes.

Em 2015, o consumo total de papel branco e reciclado (em resmas), relativo à Meta 1 – Reduzir o consumo de papel em 1% ao ano até 2020 – foi 21.055; em 2016, 17.732; em 2017, 16.602; em 2018, 14.772; em 2019 (1º ano da digitalização), 13.101 e em 2020, com os efeitos gerados pela pandemia de Covid-19, 4.821. Esses números representam uma redução de 78% desde a implantação do PLS do Tribunal, em 2015.

De acordo com o Relatório de Desempenho do PLS em 2020, que traz também, um apanhado geral do ciclo 2015-2020 do Plano, desde 2016, a Meta 1 foi cumprida integralmente. Já a Meta 4 – Reduzir o consumo de suprimentos de impressão em 2% ao ano até 2020 apresentou, em 2016, 91% de execução e 100%, em 2017, 2018, 2019 e 2020. No Cálculo desta Meta é considerado o consumo (em unidades) de cartuchos de toner, de tinta, e fitas de impressão. Em 2015 foram gastos, 1066 unidades; 2016, 1142; 2017, 913; 2018, 887; 2019, 750 e em 2020, 481.

Mudança de paradigma – Segundo explicou no documento, Carlos Roberto de Jesus Domingues, supervisor da Seção de Apoio à Gestão Socioambiental e de Acessibilidade e Inclusão (Seamb) e também secretário da Comissão Gestora do PLS, “os resultados do PLS 2015-2020 refletem o amadurecimento da sustentabilidade no Tribunal e a mudança de paradigma na forma de trabalho, com a implantação do processo eletrônico ao longo desse período”.

O que Carlos chamou de implantação do processo eletrônico refere-se tanto ao PJe, quanto ao Sistema eletrônico de Informações (SEI), “verificou-se que a gradual virtualização dos processos, inicialmente do processo administrativo (SEI) e posteriormente do processo judicial (PJe), impactou diretamente o consumo de papel e de suprimentos de impressão, com a mudança cultural na utilização da impressão”, afirmou Carlos.

No Relatório de Desempenho do PLS, constatamos que a mudança de paradigma mencionada por Carlos Domingues, com o alinhamento ao projeto de Transformação Digital do TRF1 ao Plano de Logística Sustentável da Corte, intensificou a redução do consumo desses recursos. Ele explicou à reportagem que “a expectativa é que o impacto do total de virtualização dos processos no Tribunal ainda tenha efeito pelos próximos anos, fazendo com que a Corte consuma, em anos normais, um número próximo do que foi observado em 2020, com a pandemia”.

Ainda de acordo com Carlos, a tendência é de redução, mas quem ditará o ritmo será a mudança de cultura na utilização de impressoras pelos usuários, e, pelo menos enquanto durar a pandemia, a adoção do trabalho remoto. “A sensibilização do corpo funcional para adoção de novos hábitos em relação a esses comportamentos será de grande importância para os efeitos da digitalização dos autos físicos e para o desempenho do TRF1 no PLS”, ressaltou.

Os dados mostrados nesta matéria estão disponíveis no portal do TRF1 na aba Gestão Socioambiental > Relatório de Desempenho do PLS > 2020.

Transformação digital – Esta é quarta reportagem da série produzida pela Assessoria de Comunicação Social (Ascom) do TRF1 em celebração aos dois anos de início do projeto de digitalização no Tribunal. Acompanhe nos próximos dias quais as mudanças, os resultados atingidos e o que ainda falta fazer no projeto de digitalização TRF1.

Fonte: TRF1

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