G1 SP – Alto Tietê – Março de 2021 foi o mês mais mortal desde início de série histórica no Alto Tietê, aponta levantamento de cartórios

Marcado pela Covid-19, março de 2021 foi o mês mais mortal da história dos cartórios do Alto Tietê, segundo dados da Associação dos Registrados de Pessoas Naturais (Arpen) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

Ao todo, foram 1.561 registros de óbitos ao longo de 30 dias, incluindo todas as causas (naturais, doenças ou violentas, por exemplo). Isso significa que as dez cidades tiveram, diariamente, pouco mais de duas mortes por hora.

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Março termina com três vezes mais mortes do que média do primeiro ano de pandemia no Alto Tietê

Até então, o mês com o maior número de vidas perdidas era julho de 2020, com um total de 1.071, já durante a pandemia do novo coronavírus. Já na comparação com março do ano passado, o total de mortes indica um aumento de 98%. Em 2020, o mês havia terminado com 788 falecimentos.

O dado inclui toda a série histórica – desde 2003 –, dos cartórios de Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano. O levantamento leva em consideração o local de registro e, não necessariamente, onde a pessoa vivia.

Entre as 10 cidades do Alto Tietê, quatro mais do que dobraram o número de mortes registradas em março deste ano, na comparação com 2020.

O maior aumento foi em Biritiba (188,8%), seguida por Arujá (183,8%), Suzano (141,3%) e Ferraz (130,5%). Em Mogi e Santa Isabel os índices cresceram em, respectivamente, 88,9% e 88,8%.

No município de Itaquaquecetuba, o total de mortes aumentou 66,4%. Guararema foi a cidade que registrou a menor elevação (21,4%), enquanto em Salesópolis o índice permaneceu o mesmo.

Em diversas regiões do Brasil, março foi considerado o pior mês desde os primeiros registros da Covid-19. No Estado de São Paulo, antes mesmo de terminar, já batia recorde com 9,1 mil vítimas da doença.

Já no Alto Tietê, o mês chegou ao fim com três vezes mais mortes do que a média do primeiro ano de pandemia.

Na comparação com fevereiro, o número saltou em 69,1%. Em relação à julho que, anteriormente, era o mais letal, o crescimento é de 45,7%.

Março na história

Desde que se tem registro, de acordo com a Arpen, essa é a primeira vez em que março tem um número de óbitos pior do que os outros meses do ano.

Em 2020, por exemplo, ele havia sido o segundo com menos registros de mortes, ficando atrás, apenas, de fevereiro.

O total registrado agora é 115% maior do que a média para o mês dos últimos 10 anos, que gira em torno de 726.

Fonte: G1 SP – Alto Tietê

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