29/06/2021 – ALSP – Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ é celebrado em Ato Solene da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

Data de 28 de junho remete à revolta de Stonewall, um símbolo da luta dessa comunidade

O Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, celebrado nesta segunda-feira (28/6), foi abordado e debatido em solenidade virtual organizada pela deputada Professora Bebel (PT). Participaram da atividade ativistas de direitos humanos, pessoas LGBTQIA+, políticos simpatizantes da pauta e deputadas como Erica Malunguinho (PSOL) e Leci Brandão (PC do B).
“Cumprimento todos, todas e todes. É mais um dia de resistência. Para além da pauta especifica, meu mandato tem um olhar muito cuidadoso para a diversidade. A pauta LGBTQIA+ lamentavelmente tem sido desrespeitada pelo governante mor desse país, Jair Messias Bolsonaro. É com o espírito de resistência, luta e construção de proposta que realizo essa reunião”, disse a parlamentar organizadora.
“Como professora, reitero a importância de deixarmos o preconceito longe da sala de aula. O tema tem de ser discutido nas escolas”, completou a deputada Professora Bebel.
As deputadas Erica Malunguinho e Leci Brandão enviaram vídeos mostrados no evento. “É importantíssimo construir um ato e exaltar esse dia, já que diz respeito à naturalização dos nossos corpos nos espaços de convivência social. Também é um dia de resistência aos milhares que morrem apenas por ser quem são nesse país”, disse Erica, que é a primeira parlamentar transgênero eleita no Brasil.
“Stonewall está mais vivo do que nunca. Só existe bem-estar quando se tem garantias de direito, por isso, estamos buscando a defesa dos direitos humanos. Precisamos fortalecer as ações da Frente LGBT na Alesp. Parlamentares e cidadãos devem se responsabilizar pela construção de um futuro melhor. Feliz dia do Orgulho”, afirmou a deputada Leci Brandão.
Sami Fortes, ativista de direitos humanos com foco aos travestis e transexuais, alertou ao direito de fala das pessoas LGBTQIA+ apenas no Dia do Orgulho. “Não sejamos visibilizados somente neste dia, espero que tenhamos mais espaços de fala, porque vivemos presentes em todos os dias do ano”, afirmou.
Origem
O Stonewall Inn era um bar frequentado pela comunidade LGBTQIA+, localizado na cidade de Nova Iorque, nos EUA. Na noite de 28 de junho de 1969, a polícia invadiu o local, prendeu clientes e ameaçou funcionários, por conta do delito de vender bebidas alcoólicas em estabelecimentos considerados “gays”.
Fartos de repressão, os frequentadores do bar enfrentaram o ataque dos policiais. Voaram cadeiras e garrafas, lixeiras foram incendiadas e a revolta se estendeu pelas ruas do bairro. Simpatizantes se uniram ao evento que ficou marcado por ser o primeiro de resistência pública da história da comunidade LGTBQIA+.
Até 1966, era proibido a aglomeração de pessoas consideradas “gays”, com o pressuposto de causar desordem naquela cidade americana.
Significado
As letras que compõem a sigla LGBTQIA+ têm um significado que engloba cada integrante. Lésbicas e gays, aquelas pessoas que são atraídas por parceiros do mesmo sexo, estão contempladas nas duas primeiras letras da sigla. Os bissexuais, pessoas atraídas por outras de seu gênero e também do gênero oposto, são a letra “B”. A letra “T” representa os transgêneros, os quais têm a sua identidade ou expressão de gênero diferente de seus sexos biológicos.
Para além de apenas LGBT, que era mais utilizado em tempos atrás, o termo queer, da letra “Q”, é uma forma de designar todos que não se encaixam na imposição compulsória da heterossexualidade e da cisgeneridade (identidade de gênero que lhe foi atribuído no nascimento). Os intersexuais, “I”, são as pessoas que têm características sexuais femininas e masculinas, tal termo substitui a palavra “hermafrodita”, que não deve ser utilizada. Já o “A” representa os assexuais, aquele que não possui desejos sexuais.
O símbolo de mais “+” engloba quaisquer outras representações que existam em outros seres humanos. Exemplos são as pessoas de gênero fluído, não binários, entre outros.
Frente Parlamentar da Alesp

Em 11 de junho de 2019, ainda na legislatura atual, a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+ foi lançada na Assembleia Legislativa de São Paulo.
Debates como a previdência social, saúde, emprego e o direito de adotar crianças são alguns dos assuntos tratados. A deputada Erica Malunguinho é a coordenadora da frente e a deputada Leci Brandão, a vice coordenadora.

Fonte: ALSP