26/03/2022 – Na pandemia: Cartórios de Rondonópolis registram 353 crianças sem nome paterno

Dados inéditos levantados pelos Cartórios de Registro Civil de Rondonópolis apontam que, nos quase dois anos completos de pandemia, mais de 350 crianças em Rondonópolis foram registradas somente com o nome da mãe na certidão de nascimento. O número, que representa 5% dos recém-nascidos rondonopolitanos, ganha ainda mais relevância quando os dois últimos anos apontaram crescimento de nascimentos na cidade. Além disso, os reconhecimentos de paternidade permanecem zerados desde 2019, último ano antes da chegada da Covid-19.

 

Os dados constam nos dois novos módulos – “Pais Ausentes” e “Reconhecimento de Paternidade” – que acabam de ser lançados no Portal da Transparência do Registro Civil, plataforma nacional, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), que reúne os dados referentes aos nascimentos, casamentos e óbitos registrados nos 7.654 Cartórios de Registro Civil do Brasil, distribuídos em todos os municípios e distritos do país.

 

Em números absolutos, 353 recém-nascidos em 2020 e 2021 foram registrados com apenas o nome da mãe em sua certidão de nascimento, sendo 141 no primeiro ano de pandemia, e 212 no segundo ano. Os recordes são verificados justamente nos anos em que houve crescimento nos números de nascimentos desde o início da série histórica dos Cartórios, em 2003, totalizando 3.361 registros em 2020 e 3.652 em 2021.

 

Outro dado dos Cartórios de Registro Civil rondonopolitanos atenta para o fato de que não houve nenhum reconhecimento de paternidade em Rondonópolis entre 2019 e 2021. Enquanto isso, Mato Grosso registrou queda nos reconhecimentos de paternidade em meio a crise sanitária, passando de 54 atos realizados em 2019, para 43 em 2020 – decréscimo de 20,7% – e 40 em 2021 – queda de 25,9% em relação ao ano anterior à pandemia.

 

“O trabalho dos Cartórios de Registro Civil também contribui para a informação ao divulgar, em tempo real, estatísticas importantes para auxiliar no desenvolvimento de Mato Grosso. A partir desses números é possível traçar políticas sociais voltadas para mães solo e de incentivo ao reconhecimento de paternidade”, destaca a presidente da Anoreg-MT, Velenice Dias.

 

MATO GROSSO
Já no Mato Grosso, os números levantados pelos Cartórios de Registro Civil do país mostram que mais de 6,5 mil crianças em Mato Grosso foram registradas sem o nome do pai entre 2020 e 2021, representando 5,8% dos recém-nascidos mato-grossenses. Ao todo foram 3.091 bebês registrados somente com o nome da mãe na certidão de nascimento no primeiro ano de pandemia, e 3.449 no ano seguinte. Tais números ocorreram em anos que houve diminuição em nascimentos desde o início da série histórica, com o total de 54.455 registros em 2020 e 56.537 em 2021.

 

Em números absolutos, 6.540 recém-nascidos em 2020 e 2021 foram registrados com apenas o nome da mãe em sua certidão de nascimento, sendo 160.407 no primeiro ano de pandemia, e 167.399 mil no segundo ano. Os recordes são verificados justamente nos anos em que houve os menores números de nascimentos desde o início da série histórica dos Cartórios, em 2003, totalizando 54.455 registros em 2020 e 56.537 em 2021.

 

Fonte: A Tribuna

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