22/03/2021 – G1 – Mortes em Mogi das Cruzes têm crescimento de mais de 90% na pandemia em relação à média histórica, aponta associação

Mogi das Cruzes perdeu mais de 4 mil vidas em 11 meses de pandemia, por diversas causas. Houve um crescimento de 92,8% nos óbitos em relação à média histórica do município. Os dados foram levantados pela Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo (Arpen-SP) .

De acordo com a Arpen-SP, o número de óbitos registrados nos cartórios de Mogi das Cruzes no período de março de 2020 a fevereiro de 2021, totalizou 4.685 mortes, um total de 2.256 falecimentos a mais do que a média dos mesmos períodos desde 2003, quando teve início a série histórica estatística do registro civil.

A entidade aponta um crescimento de 92,8% de óbitos em relação à média histórica, que sempre esteve na casa de 2,6%, totalizando 90,2 pontos percentuais a mais no período. Na comparação em relação ao exato ano anterior da pandemia, março de 2019 a fevereiro de 2020, o aumento foi de 54,2% no número de falecimentos.

No levantamento mensal feito pelo G1 desde o início da pandemia, Mogi das Cruzes fechou dezembro de 2020, com 546 mortes. Já janeiro de 2021 terminou com 640 mortes. De um mês para outro foram 94 mortes a mais. Fevereiro terminou com 726 mortes e comparado com janeiro foram 86 mortes a mais.

 

Estado de São Paulo

 

De acordo com os dados da Arpen-SP, o estado fechou o “ano da pandemia” com um total de quase 370 mil mortos, número recorde desde o início da série histórica. O

período de março de 2020 a fevereiro de 2021 totalizou 368.533 mortes, 99.071 falecimentos a mais do que a média dos mesmos períodos desde

2003. Em termos percentuais, significa um crescimento de 36,7% de óbitos em relação à média histórica, que sempre esteve na casa de 1,5%, totalizando 35,2 pontos percentuais a mais no período. Na comparação em relação ao exato ano anterior da pandemia, março de 2019 a fevereiro de 2020, o aumento foi de 19,5% no número de falecimentos.

 

Fevereiro recordista

 

O agravamento da pandemia no último mês fez de fevereiro de 2021, o mês mais mortal de sua própria série histórica em Mogi das Cruzes, com um total de 406 óbitos registrados pelos cartórios do município, 190 óbitos a mais do que a média para o período. O número foi ainda 46,7% maior do que a média histórica dos meses de fevereiro desde 2003, sendo 42,8 pontos percentuais a mais em relação à média para o período. Na comparação com fevereiro de 2020, o crescimento foi de 46%.

O número de óbitos registrados nos meses de 2021 ainda pode vir a aumentar, assim como a variação da média anual e do período, uma vez que os prazos para registros chegam a prever um intervalo de até 15 dias entre o falecimento e o lançamento do registro no Portal da Transparência.

Além disso, alguns estados brasileiros expandiram o prazo legal para comunicação de registros em razão da situação de emergência causada pela COVID-19.

Fonte: G1

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