18/03/2021 – G1 Amazonas – Amazonas perdeu quase 25 mil vidas em 1 ano de pandemia, alta de 86% na média histórica

Dados são de registros de óbitos feitos em cartórios e incluem diversas causas. Mais de 11 mil foram de Covid-19

 

 

Com a crise de saúde pública instalada em razão da Covid-19, o Amazonas completou um ano de pandemia com quase 25 mil vidas perdidas – incluindo outras causas de óbitos.

 

 

Foram 24.238 registros de mortes no Amazonas entre março de 2020 e fevereiro de 2021, conforme dados disponíveis no Portal da Transparência do Registro Civil, divulgados nesta terça (16) pela Associação dos Notários e Registradores do Amazonas (Anoreg-AM). O número atingiu recorde desde o início da série histórica “Estatísticas do Registro Civil”, em 2003.

 

 

No período analisado, cerca de 11 mil mortes foram causadas por complicações da Covid-19, no período. O estado enfrentou duas ondas da doença, e sofreu com hospitais lotados, falta de oxigênio, entre diversos outros problemas gerados pela pandemia.

 

 

Em um ano de pandemia, no Amazonas, o crescimento de registros de óbito foi de 86,7% em relação à média histórica, ou seja, 11.269 falecimentos a mais do que a média desde 2003.

 

 

Na comparação em relação ao exato ano anterior da pandemia, março de 2019 a fevereiro de 2020, o aumento foi de 44,7% no número de falecimentos.

 

 

Já o Brasil fechou o ano da pandemia com quase 1,5 milhão de mortos, número recorde desde o início da série histórica. No país, o período de março de 2020 a fevereiro de 2021 totalizou 1.498.910 mortes, um total de 355.455 falecimentos a mais do que a média dos mesmos períodos desde 2003.

 

 

O Portal da Transparência do Registro Civil é a base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do País, administrada pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), cruzados com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, promovido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

 

 

Fevereiro recordista

 

 

O agravamento da pandemia fez de fevereiro de 2021 o mês mais mortal de sua própria série histórica no Amazonas, com um total de 3.698 óbitos registrados pelos cartórios no período, 2.685 mil óbitos a mais do que a média para o período.

 

 

O número foi ainda 72,6% maior do que a média histórica dos meses de fevereiro desde 2003. Na comparação com fevereiro de 2020, o crescimento foi de 209,7%.

 

 

Em Manaus, a situação se repetiu e em fevereiro de 2021 teve um total de 3.081 óbitos registrados pelos cartórios no período, 2.360 óbitos a mais do que a média para o período.

 

 

O número foi ainda 76,6% maior do que a média histórica dos meses de fevereiro desde 2003. Na comparação com fevereiro de 2020, o crescimento foi de 215,6%.

 

 

O número de óbitos registrados nos meses de 2021 ainda pode vir a aumentar, assim como a variação da média anual e do período, uma vez que os prazos para registros chegam a prever um intervalo de até 15 dias entre o falecimento e o lançamento do registro no Portal da Transparência.

 

 

Fonte: G1 Amazonas

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