16/03/2022 – G1 BA – Jovem que não havia tomado vacina contra Covid por falta de documentos consegue registro civil na BA após 20 anos

Celiane Neri de Souza recebeu 1ª dose da vacina em fevereiro, mesmo quando ainda não tinha registros.

 

A jovem da Bahia que não havia tomado vacina contra Covid-19 por falta de documentos teve o processo de registro civil concluído. Celiane Neri, de 20 anos, moradora em Feira de Santana, cidade a 100 km de Salvador, nunca havia tido registro de identificação e estava impedida de estudar, além de acessar diversos espaços.

 

“Na hora que eu peguei [o registro] fiquei sem acreditar. Senti alegria por tanto tempo lutando para ter e agora eu vou poder seguir a minha vida, fazer os meus sonhos, o que tenho vontade”, contou.

 

Por falta de documentos Celiane não recebeu a vacina contra Covid-19 ainda em 2021, quando já fazia parte do público alvo da imunização. Ela só conseguiu a primeira aplicação da dose no mês de fevereiro deste ano, após uma liberação da prefeitura de Feira de Santana, mas na ocasião ainda não tinha documentos. A segunda dose está prevista para abril e, para a ocasião, ela já estará com os documentos em mãos.

 

A espera de anos acabou na ultima segunda-feira (14). Celiane Neri de Souza agora está registrada e vai poder ter acesso a todos os serviços de qualquer cidadão.

 

“Ela nunca foi ao médico porque não tinha documento”

 

“Foi uma dificuldade imensa, quando ela ficava doente a gente ficava em casa porque não tinha documento e hoje ela já existe, ela não é mais aquela Celiane invisível, ela é Celiane visível”, afirma Janete Cruz, mãe adotiva da jovem.

 

Receber o registro de certidão de nascimento não foi a única surpresa que teve. Ao observar todas as informações registradas no documento, Celiane viu que não fazia aniversário na data que imaginava.

 

“A minha data verdadeira de fazer aniversário é em junho e eu fiquei muito surpresa, fiquei olhando em detalhes se era realmente a minha data verdadeira de fazer aniversário”, disse.

 

Celiane foi abandonada pela mãe biológica quando era criança e viveu em um orfanato, mas quando o local fechou, teve que morar com um tio que já tinha muitas crianças em casa. Diante da situação, Janete Cruz a levou para viver com ela quando Celiane tinha 12 anos. No entanto, Janete não conseguiu formalizar a adoção também por causa da falta dos documentos.

 

Fonte: G1 – Bahia

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