16/03/2021 – TJ/SE – Paz em Casa: Semana é encerrada com reuniões com universidades e com o Juizado de Violência Doméstica

A Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe realizou, nesta sexta-feira, dia 12/03, uma reunião com instituições de ensino superior de Sergipe, com a finalidade de conhecer as ações e projetos de pesquisas desenvolvidos sobre o tema violência doméstica e familiar contra a mulher.

 

 

“Nós temos, há alguns anos, uma boa interlocução com as universidades de Sergipe, um trabalho articulado desde a criação da Coordenadoria da Mulher. Nosso objetivo nesta reunião, é conhecer o tem sido produzido nas instituições de ensino superior com relação ao tema para avançarmos nessa interlocução. Não há como andarmos sem haver o alinhamento de ações, a ajuda recíproca, e uma interdisciplinaridade nas ações. O que ocorre de pesquisas e projetos nas universidades contendo dados sobre mulheres em situação de violência ou no enfretamento à violência são informações de extrema importância para construímos um dossiê do feminicídio e da violência doméstica no Estado de Sergipe e apontarmos um diagnóstico com as ações e políticas públicas de combate a esse tipo de violência”, destacou a Juíza Coordenadora da Mulher do TJSE, Rosa Geane Nascimento.

 

 

A representante da Universidade Federal de Sergipe, Maira Carneiro Bittencourt Maia, professora do Curso de Jornalismo, relatou acerca das pesquisas com homens agressores, sendo uma realizada no campus de Lagarto, a qual há a previsão de implantação também no campus de São Cristóvão. “Entendemos que é o trabalho com homens agressores é um serviço de resgate do outro lado. E buscamos somar esforço para o crescimento e potencialização das pesquisas, para que haja mais conscientização e redução dos índices de violência”, ressaltou a docente. Também da UFS, o Kléber Oliveira, do Curso de Estatística, que já desenvolveu pesquisas em parceria com o TJSE, participou afirmando do interesse da UFS em manter a parceria e desenvolver pesquisas com recorte de violência doméstica e familiar contra a mulher.

 

 

A Professora e psicóloga Mônica Silva Silveira, representante da Faculdade Pio Décimo, também apresentou os projetos desenvolvidos na instituição com a temática mulher em situação de violência, homens agressores e família. Explicou que, inicialmente, foi construído um projeto de grupo com mulheres, porém devido a pouca adesão, o projeto foi reformulado para garantir um atendimento inicial individual, com oito sessões, para, assim, partir para os grupos. Também destacou a criação do Projeto Ressignificando Laços, que atende à família, a partir do casal, quando há interesse da mulher em continuar na relação; e outro projeto que faz o atendimento aos filhos. Para completar, a professora Mônica acrescentou que a Faculdade Pio Décimo desenvolve uma pesquisa qualitativa com mulheres que foram atendidas pelo Centro de Práticas Psicológicas; e ainda, divulgou outra pesquisa com temática da violência e feminicídio, feita de forma quantitativa, com formulário de perguntas, através da rede social (Google Forms), a qual está em andamento.

 

 

A equipe psicossocial da Coordenadoria da Mulher, por intermédio da psicóloga Sabrina Duarte e da assistente social Shirley Leite, lembrou que, desde 2015, por meio de uma parceria com a Faculdade Estácio/Fase, é desenvolvido um trabalho com grupos reflexivos, para o qual são encaminhados os autores de violência para atendimento pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Conforme os dados apresentados, foram atendidos uma média de 400 homens, com a redução da reincidência para aproximadamente 2%, quando antes era de 65%.

 

 

Também foi mencionado o lançamento do Projeto Homem com H, um serviço do Estado para atendimento aos autores de violência doméstica, por meio dos grupos reflexivos; e o Programa Interior em Rede que objetiva um diagnóstico dos 75 municípios sergipanos, apontando os serviços e as vulnerabilidades da Rede de Proteção à Mulher. Ainda foi informado que o Estado estará implantando uma Delegacia de Atendimento aos Grupos Vulneráveis (DAGV), em São Cristóvão.

 

 

“Quero reconhecer o relevantíssimo trabalho que as instituições de ensino superior têm prestado a essa causa e ficamos muito satisfeitas com todas as informações e iniciativas que hoje debatemos nesta reunião. Também é muito importante que tenhamos esse recorde estatístico dos observatórios, com relação aos dados de violência doméstica e familiar contra a mulher, feminicídio e também do enfrentamento da violência, com a efetivação dos grupos reflexivos. Sei que podemos contar com todas as instituições e saibam que podem contar com a Coordenadoria da Mulher. Faremos os encaminhamentos necessários e estaremos juntos nesta luta em proteção dessas mulheres em Sergipe”, finalizou a Juíza Coordenadora Rosa Geane.

 

 

Encerramento da Semana da Justiça Pela Paz em Casa

 

 

A programação da 17ª Semana da Justiça Pela Paz em Casa foi encerrada em solenidade virtual, com o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (JVDFCM).

 

 

A Juíza Coordenadora da Mulher, Rosa Geane Nascimento, conversou com a a equipe jurídica e psicossocial do JVDFCM sobre o andamento dos processos de violência doméstica da Comarca de Aracaju e as medidas protetivas deferidas. Ainda foi explicada sobre as tratativas da Coordenadoria da Mulher acerca das demandas no Juizado com a Presidência do TJSE.

 

 

Também foram mencionadas as conquistas no enfretamento à violência contra a mulher em Sergipe, como o lançamento do Projeto Homem com H; a implantação da Casa da Mulher Brasileira, que já conta com uma verba de R$ 6 milhões, advinda de emendas da Senadora Maria do Carmo Alves e da articulação com os demais parlamentares sergipanos para a manutenção da casa, com a consecução do terreno com o Governador do Estado Belivaldo Chagas e a Vice-Governadora Eliane Aquino, para a construção do equipamento, com as reuniões com o Executivo, o Legislativo, com as universidades, com a SSP, com o Fórum da Rede, que trouxeram boas perspectivas de avanços nas conquistas e um cenário de união para o enfretamento à violência e familiar contra a mulher em Sergipe.

 

 

Fonte: Tribunal de Justiça do Sergipe

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