05/04/2021 – TJ/PA – Plataformas digitais a serviço da mulher

Cevid participa de conferência realizada pela OAB PA

As plataformas online “Me Too Brasil” e “Justiceiras”, que prestam orientação jurídica, psicológica, socioassistencial, médica, rede de apoio e acolhimento gratuita on-line, foram os destaques da programação de encerramento da Conferência Estadual da Mulher Advogada, promovida pela Comissão da Mulher Advogada da OAB/PA, no final da tarde desta terça-feira, 30. O Tribunal de Justiça do Pará participou do evento, por meio da da sua juíza auxiliar da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CEVID), Reijjane de Oliveira. A servidora Riane Freitas, analista judiciária da equipe multidisciplinar, também esteve no evento.

A primeira exposição da Conferência foi realizada pela advogada Luanda Pires, coordenadora do movimento “Me Too Brasil”. Durante sua fala, ela resgatou o histórico do movimento que começou na internet. No Brasil, o movimento “Me Too” virou uma ONG que reúne informações sobre como proceder em caso de violência de gênero, escuta e encaminhamento para a rede de atendimento à vítima, por meio do site https://metoobrasil.org.br/.

Entre os parceiros do “Me Too Brasil”, está a plataforma “Justiceiras”, que foi tema da segunda conferência com a advogada Luciana Terra, parceira do “Me Too Brasil” e líder nacional jurídica do Projeto Justiceiras. Ela explicou que a plataforma é uma rede de mulheres voluntárias que prestam assistência nas áreas do Direito, Psicologia, Assistência Social e Médica, por meio do site https://justiceiras.org.br/. Além disso, o projeto possui lideranças locais que também apoiam e orientam as mulheres vítimas de violência. 

A advogada falou da importância dessas redes para acolhimento da mulher, tendo em vista que a falta de acolhimento às vítimas é uma realidade nos Estados brasileiros por conta da falta de capacitação das instituições públicas para enfrentamento dessa problemática.

A juíza Reijjane de Oliveira destacou a importância das informações apresentadas pelas conferencistas. “Como juíza criminal esse trabalho de acolhimento e apoio a sobreviventes de crimes sexuais é essencial para que essas pessoas possam ir adiante”. A magistrada ressaltou ainda que é importante que se estabeleçam políticas e ações para acompanhamento dessas vítimas para que elas possam seguir adiante e de alguma forma reduzir os danos psicológicos. “Estamos juntas sempre”, concluiu. 

A Conferência ainda contou com a participação da presidente da Comissão da Mulher Advogada (CMA) da OAB-PA, Natasha Vasconcelos; da Diretora Geral da Escola Superior de Advocacia (ESA-PA), Luciana Neves Gluck Paul; e da vice-presidente da Comissão da Mulher Advogada, Gabrielle Maués, Gabrielle Maués.

 

Fonte: TJ/PA